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ENEM 2001

4) “… Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes, …” SMITH, Adam. “A Riqueza das Nações”. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Culturas, 1985.

q04

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.

II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.

III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas

a) I está correta.

b) II está correta.

c) III está correta.

d) I e II estão corretas.

e) I e III estão corretas.

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa: E O texto de Adam Smith retrata um contexto no início da Revolução Industrial : ele destaca o quanto era fundamental que a divisão do trabalho fosse efetiva, tanto para o trabalhador , que não precisa aperfeiçoar em todo processo da produção , quanto para a produção, que otimiza tempo e aumenta a lucratividade . Essa divisão do trabalho ficou famosa mais tarde com as linhas de montagem , conhecias como Fordismo , Taylorismo e Toyotismo .

30) I – Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada. Dentre outras tendências que dialogam com as ideias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo.

II – Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor. BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário de Política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.

Comparando as ideias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se afirmar que: (A) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta. (B) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor absoluto. (C) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra. (D) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo. (E) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização.

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa B: Hobbes entende que o contrato social feito pelos homens primitivos geraria o Estado, que, por sua vez, daria aos homens a segurança e a estabilidade, assim a paz seria alcançada. Já para Bobbio, o conceito de guerra depende de valores eticamente analisados e atribuídos; ele busca, em juízo de valores morais, uma relativização entre guerra e paz

54 – Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.

I – “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente”. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus. (…) É preciso congelar essas ideias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas.(…) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.” Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas, Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994.

II – “O Brasil não terá índios no final do século XXI (…) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio Civilizatório.” Hélio Jaguaribe, cientista político, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 1994. Pode-se afirmar, segundo os textos, que:

(A) tanto Terena quanto Jaguaribe propõe ideias inadequadas, pois o primeiro deseja a aculturação feita pela “civilização branca”, e o segundo, o confinamento de tribos.

(B) Terena quer transformar o Brasil numa terra só de índios, pois pretende mudar até mesmo a língua do país, enquanto a ideia de Jaguaribe é anticonstitucional, pois fere o direito à identidade cultural dos índios.

(C) Terena compreende que a melhor solução é que os brancos aprendam a língua tupi para entender melhor o que dizem os índios. Jaguaribe é de opinião que, até o final do século XXI, seja feita uma limpeza étnica no Brasil.

(D) Terena defende que a sociedade brasileira deve respeitar a cultura dos índios e Jaguaribe acredita na inevitabilidade do processo de aculturação dos índios e de sua incorporação à sociedade brasileira.

(E) Terena propõe que a integração indígena deve ser lenta, gradativa e progressiva, e Jaguaribe propõe que essa integração resulte de decisão autônoma das comunidades indígenas.

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa D: Os textos mostram diferentes perspectivas quanto à situação do povo indígena. O primeiro relata o descaso e desrespeito à cultura e ao anseio legítimo que os povos indígenas têm, de serem respeitados enquanto cultura, conservando em sua própria forma, língua e costumes. Na fala não esconde até mesmo a denúncia de que existe uma agressão tamanha não só á cultura, mas também á própria existência dos povos indígenas. O segundo texto evidencia o desrespeito aos valores e à cultura dos indígenas, bem como à permanência de sua existência enquanto índios, despreza a diversidade cultural e autonomia de um povo que tem direitos a ser conservados e os condena a um determinismo arraigado no processo civilizatório, como se para eles não houvesse outra saída prudente que não a de integrar-se na sociedade que o autor considera civilizada.

 

Sobre Priscila Cardoso

Maria Priscila (SIM! Também sou Maria). Capricorniana com ascendente em virgem = duplamente crítica, chata, perfeccionista.... Sou blogueira viciada em séries, filmes, tecnologias, redes sociais e nas horas vagas sou professora de Sociologia.

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