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Enem 2000

17) Os quatro calendários apresentados abaixo mostram a variedade na contagem do tempo em diversas sociedades.

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Com base nas informações apresentadas, pode-se afirmar que:

(A) o final do milênio, 1999/2000, é um fator comum às diferentes culturas e tradições.

(B) embora o calendário cristão seja hoje adotado em âmbito internacional, cada cultura registra seus eventos marcantes em calendário próprio.

(C) o calendário cristão foi adotado universalmente porque, sendo solar, é mais preciso que os demais.

(D) a religião não foi determinante na definição dos calendários.

(E) o calendário cristão tornou-se dominante por sua antiguidade.

 

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa B: A religião sempre foi e ainda é determinante para formação cultural de uma diversidade de povos. O fato de o calendário cristão ser universal, não exclui que cada povo mantenha as tradições culturais e seus costumes, baseando – se em calendário próprio.

 

31) Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o “Relatório do Desenvolvimento Humano”, do qual foi extraído o trecho abaixo .Nos últimos anos da década de 90, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada tinha:

· 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;

· 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;

· 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%;

· 93,3% das conexões com a Internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%. A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres – que era de 30 para 1, em 1960 — passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1, em 1997.

De acordo com esse trecho do relatório, o cenário do desenvolvimento humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela:

(A) diminuição da disparidade entre as nações.

(B) diminuição da marginalização de países pobres.

(C) inclusão progressiva de países no sistema produtivo.

(D) crescente concentração de renda, recursos e riqueza.

(E) distribuição equitativa dos resultados das inovações tecnológicas.

 

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa D: Renda, saúde e educação são os indicadores utilizados para medir o desenvolvimento humano (IDH) dos países. Os dados apresentados na questão denotam a realidade desde os anos 70: países desenvolvidos concentram a maior parte da renda mundial, os indivíduos nestes países têm melhores salários, condições de saúde e educação, atingindo o nível de qualidade estimado pelo órgão medidor. Enquanto os países subdesenvolvidos continuam a distanciar – se dos países desenvolvidos e permanecem inseridos em uma economia baseada no setor primário, muito distante da situação dos países ricos que têm acesso a desenvolvimento tecnológico de ponta, qualificação de seus profissionais e demanda de mercado altamente lucrativo. Os países pobres enfrentam a crescente realidade de educação, saúde e renda precária aliada à concentração de recursos nas mãos de poucos.

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento. “Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder? Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.” (Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991).

52) Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:

(A) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.

(B) a origem do governo como uma propriedade do rei.

(C) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.

(D) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.

(E) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa D: Locke faz esta comparação entre estado de natureza e o estado em sociedade, para destacar o que, segundo ele, deve ser defendido, os direitos à vida e liberdade, mas principalmente o que ele chama de direito à propriedade. Para o autor, é preciso assegurar-se e assegurar sua propriedade, buscando essa segurança na vida em sociedade em que se desenvolve o governo cujo dever é garantir a proteção dos bens do homem.

53) Analisando o texto, podemos concluir que se trata de um pensamento:

(A) do liberalismo.

(B) do socialismo utópico.

(C) do absolutismo monárquico.

(D) do socialismo científico.

(E) do anarquismo.

Alternativa Correta

Alternativa Correta

Alternativa A: John Locke é um autor precursor do Iluminismo, das ideias liberais, o que o coloca como filósofo do pensamento burguês do século XVIII, cuja base é o direito à propriedade privada

Sobre Priscila Cardoso

Maria Priscila (SIM! Também sou Maria). Capricorniana com ascendente em virgem = duplamente crítica, chata, perfeccionista.... Sou blogueira viciada em séries, filmes, tecnologias, redes sociais e nas horas vagas sou professora de Sociologia.

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